
Resposta curta
Em agosto de 2026, construir custou em média R$ 1.993,76 por m² no Brasil, segundo o SINAPI do IBGE. Desse valor, R$ 869,70 foram mão de obra. Cada estado tem um número próprio, de R$ 1.768 a R$ 2.309. Use o valor do seu estado como régua para conferir orçamentos, não como preço fechado.

Neste guia
O que o custo do m² mede
O custo do metro quadrado é uma média. Ele diz quanto custa, em média, levantar um metro quadrado de construção residencial padrão. O cálculo soma material e mão de obra.
Esse número não inclui tudo. Ficam de fora o terreno, o projeto, as taxas da prefeitura e o lucro de quem constrói. Também não entram móveis planejados nem acabamento de luxo.
Por isso o custo do m² serve para três coisas:
- ter uma ordem de grandeza antes de pedir orçamento;
- perceber um orçamento muito acima ou muito abaixo da média;
- comparar a parte da mão de obra com a do material.
Ele não serve para cobrar ou exigir um preço exato. Cada obra tem acesso, prazo e acabamento diferentes.
As duas fontes: SINAPI e CUB
Existem duas referências públicas, e as duas saem todo mês.
O SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) é feito pelo IBGE com a Caixa. Ele traz um valor por estado e um para o Brasil. É a referência usada em obras públicas.
O CUB (Custo Unitário Básico) é calculado pelos sindicatos da construção de cada estado. Em São Paulo, quem calcula é o SindusCon-SP. O CUB tem vários padrões de imóvel. O mais citado é o R8-N, um prédio residencial de padrão normal. Em setembro de 2026, o CUB R8-N de São Paulo foi R$ 2.238,58 por m², sem desoneração.
Os dois números ficam perto, mas não são iguais. Eles usam projetos-padrão diferentes. Escolha um e compare sempre com o mesmo.
O custo do m² em cada estado
A tabela mostra o SINAPI de agosto de 2026. A coluna de mão de obra já está dentro do total.
| Estado | Total por m² | Mão de obra por m² |
|---|---|---|
| Acre | R$ 2.309,23 | R$ 914,07 |
| Alagoas | R$ 1.810,89 | R$ 717,71 |
| Amapá | R$ 2.031,00 | R$ 769,71 |
| Amazonas | R$ 2.000,18 | R$ 866,64 |
| Bahia | R$ 1.873,15 | R$ 793,37 |
| Ceará | R$ 1.883,20 | R$ 749,32 |
| Distrito Federal | R$ 2.051,00 | R$ 825,81 |
| Espírito Santo | R$ 1.802,13 | R$ 795,05 |
| Goiás | R$ 2.009,13 | R$ 851,44 |
| Maranhão | R$ 1.969,07 | R$ 771,71 |
| Mato Grosso | R$ 2.068,00 | R$ 828,86 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 1.940,98 | R$ 816,04 |
| Minas Gerais | R$ 1.864,57 | R$ 808,58 |
| Pará | R$ 1.991,46 | R$ 754,60 |
| Paraíba | R$ 1.926,40 | R$ 819,17 |
| Paraná | R$ 2.161,78 | R$ 1.030,21 |
| Pernambuco | R$ 1.789,90 | R$ 749,94 |
| Piauí | R$ 1.877,25 | R$ 752,42 |
| Rio de Janeiro | R$ 2.174,65 | R$ 1.034,54 |
| Rio Grande do Norte | R$ 1.866,99 | R$ 739,20 |
| Rio Grande do Sul | R$ 1.962,32 | R$ 824,45 |
| Rondônia | R$ 2.190,83 | R$ 893,02 |
| Roraima | R$ 2.137,37 | R$ 903,02 |
| Santa Catarina | R$ 2.249,47 | R$ 1.102,02 |
| São Paulo | R$ 2.089,88 | R$ 984,56 |
| Sergipe | R$ 1.768,44 | R$ 739,41 |
| Tocantins | R$ 2.072,43 | R$ 799,60 |
| Brasil | R$ 1.993,76 | R$ 869,70 |

Repare na mão de obra. Em Santa Catarina ela passa de R$ 1.100 por m². Em Alagoas fica perto de R$ 718. A diferença explica boa parte da variação da diária entre estados. O guia diária de pedreiro mostra como conferir esse valor.
Reforma não segue a mesma conta
O custo do m² foi feito para construção nova. Na reforma, a conta muda. Há demolição, retirada de entulho e ajuste do que já existe. Às vezes aparece um problema escondido na parede ou no piso.
Uma reforma pequena pode custar mais por m² que uma casa nova. Um banheiro de 4 m² concentra encanamento, revestimento, louças e impermeabilização num espaço mínimo. Já uma pintura geral custa muito menos que o m² de construção.
Use o custo do m² da reforma assim:
- para ampliação (um quarto novo, uma edícula), ele funciona bem como referência;
- para reforma de cômodo, compare item por item, como no guia como ler um orçamento de obra;
- para serviço isolado (piso, pintura, reboco), o preço é por m² de serviço, que é outra conta.
Se a ampliação mexe em laje, viga ou parede que sustenta peso, a obra precisa de engenheiro ou arquiteto com registro no CREA ou no CAU, e de ART ou RRT. O custo desse projeto não está no m² do SINAPI.
Exemplo resolvido: um quarto novo em Minas Gerais
Paula mora em Minas Gerais e quer construir um quarto de 12 m² nos fundos da casa. Ela usa o SINAPI de agosto de 2026 do estado para ter uma referência antes de chamar os profissionais.
As contas:
- custo total de referência: 12 × R$ 1.864,57 = R$ 22.374,84;
- parte da mão de obra: 12 × R$ 808,58 = R$ 9.702,96;
- parte do material: R$ 22.374,84 − R$ 9.702,96 = R$ 12.671,88;
- reserva de imprevisto de 15%: R$ 22.374,84 × 15% = R$ 3.356,23.
Paula recebe três orçamentos. O primeiro pede R$ 14.000 pela obra toda. O segundo pede R$ 23.500. O terceiro pede R$ 31.000.
O primeiro está bem abaixo da referência. Antes de achar que é uma pechincha, ela pergunta o que ficou de fora. Descobre que o material não estava incluído. O terceiro inclui janela de alumínio, porta e piso de padrão alto, o que explica parte da diferença.
A regra geral: o custo do m² mostra se um orçamento está fora da curva, e a conversa mostra por quê. O guia reserva de imprevisto explica de onde vêm os 15%.
Erros comuns
- Tratar o m² como preço de tabela. Muita gente acha que o profissional é obrigado a cobrar o valor do SINAPI. Na verdade, é uma média para referência, e cada obra tem acesso, prazo e acabamento próprios.
- Usar o m² de construção numa reforma pequena. Muita gente acha que um banheiro de 4 m² custa 4 vezes o m² do estado. Na prática, banheiro concentra serviços caros num espaço pequeno, e o preço por m² sobe muito.
- Esquecer o que fica de fora. Muita gente acha que o m² inclui projeto e taxas. Na verdade, terreno, projeto, licença e lucro do construtor ficam fora da conta, porque o índice mede só material e mão de obra.
Perguntas frequentes
Quanto custa construir 1 m² em 2026?
Em agosto de 2026, a média do Brasil foi R$ 1.993,76 por m², pelo SINAPI do IBGE. O valor muda por estado: Sergipe teve o menor, R$ 1.768,44, e o Acre o maior, R$ 2.309,23. O número não inclui terreno, projeto nem taxas.
Qual a diferença entre CUB e SINAPI?
Os dois medem o custo de construir um metro quadrado. O SINAPI é do IBGE com a Caixa e cobre todos os estados com a mesma regra. O CUB é calculado pelos sindicatos da construção de cada estado e tem vários padrões de imóvel. Compare sempre com a mesma fonte.
O custo do m² serve para reforma?
Serve bem para ampliação, como um quarto novo. Para reforma de cômodo ou serviço isolado, ele só dá a ordem de grandeza. Nesses casos, compare os orçamentos item por item e peça o preço por m² de cada serviço.
Com que frequência o valor muda?
Os dois índices saem todo mês. Em agosto de 2026, o SINAPI subiu 0,44% no mês e 7,03% em doze meses. Por isso, um orçamento de seis meses atrás pode precisar de ajuste antes de você fechar.
Teste você mesmo
- Você vai construir uma edícula de 20 m² em São Paulo. Qual é o custo de referência pelo SINAPI de agosto de 2026?
Ver resposta
20 × R$ 2.089,88 = R$ 41.797,60.
- Um orçamento veio 40% abaixo da referência do seu estado. Qual é a primeira pergunta a fazer?
Ver resposta
O que ficou de fora: material, acabamento, entulho ou alguma etapa.
- O custo do m² inclui o projeto do engenheiro?
Ver resposta
Não. Projeto, terreno, taxas e lucro do construtor ficam fora do índice.
Fontes
- SINAPI, tabela 2296: custo médio do m² por estado, IBGE, agosto de 2026 (abre em nova aba): os valores da tabela, a parte de mão de obra e a variação do mês e de doze meses.
- CUB/SP, SindusCon-SP, setembro de 2026 (abre em nova aba): o CUB R8-N de São Paulo. Trecho: "Setembro 2026 - R$/m² Sem desoneração . R8-N 2.238,58"
- Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), Confea, 2026 (abre em nova aba): quando a obra precisa de um responsável técnico. Trecho: "A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é o instrumento legal"
Como este guia foi feito
Escrito por Artur Batissoco, com apoio de inteligência artificial na redação. Revisado por Artur Batissoco. Os valores do SINAPI foram baixados do IBGE e o CUB/SP foi conferido na página do SindusCon-SP em 08/10/2026. Os orçamentos do exemplo são ilustrativos.
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